Olá
pessoal,
Tem uma
frase que para mim é celebre: “Nunca é tarde para começar”. Então seguindo por
esse caminho resolvi aliar aquilo que gosto com a vontade de aprender e me
aperfeiçoar.
O artigo
desse mês vem falando da paixão da maioria das mulheres: ‘O ESMALTE’.
Tudo
começou em há muito tempo atrás, pois, as mulheres daquela época, assim como
nós já embelezavam as unhas (ou pelo menos tentavam!).
De 3.500 a
3.100 a.C no Egito, as egípcias tingiam as unhas. Naquela época os esmaltes eram
feitos de goma arábica, clara de ovo, gelatina e cera de abelhas. De secagem
lenta, película que se formava sobre a unha absorvia a poeira e saia com
facilidade.
A cor, a
principio, era preta e a base de henna. Com o tempo, foi ficando mais clara e
com tons de marrom claro. Com isso, as cores do esmalte passaram a indicar a
classe social do indivíduo: os tons claros eram usados por mulheres de classes
mais baixas e tons intensos, pela nobreza.
Um exemplo
desta diferenciação ocorreu durante o reinado de Cleópatra. A rainha, que não
era tão bela assim, criou uma lei determinando que ela seria a única autorizada
a usar unhas pintadas de vermelho e,segundo a história, uma severa punição
poderia ser aplicada para quem desobedecesse sua ordem, a infratora podia até
ser executada.
Outra
rainha egípcia, Nefertite, poderosa conhecida por sua beleza, também era fã de
vermelho e pintava as unhas das mãos e pés com a cor da pedra mais desejada: o
Rubi.
Com essas
influências a civilização do Império Romano passou a valorizar ainda mais o
cuidado com as mãos, e o polimento das unhas começou a ser difundido (em geral
ele era feito com materiais abrasivos).
Já na China
antiga (3.000 a.C) as unhas cumpridas eram cultuadas como sinônimo de nobreza e
os guerreiros, em demonstração de poder e coragem, pintavam as unhas de preto
antes de partirem para a batalha.
Já em 1800
d.C, as unhas femininas apresentavam-se curtas, moldadas a lima, levemente
arredondadas e discretas. Ocasionalmente eram perfumadas com óleo vermelho e
polidas com couro macio.
1830 - Na
Europa, o médico “dos pés” Dr. Sitts, desenvolve o primeiro instrumento de
manicure, muito utilizado até hoje o PAU DE LARANJEIRA. Com este instrumento, a
cutícula podia ser empurrada gentilmente para trás, sem feri-la. Antes deste
instrumento, a cutícula era removida com todo tipo de metal, ácidos e tesouras.
1892 - A
sobrinha do Dr. Sitts, apresenta um novo método de cuidados para unhas e inicia
palestras sobre como tratar a cutícula e as unhas. E aí, surgem os primeiros
salões de manicure.
Em 1900 era
comum usar tesouras e limas metálicas para dar forma às unhas. Para polir eram
usados cremes colorantes e pós. Já havia modelo precursor de esmalte de unha
como o conhecemos hoje. Este esmalte era aplicado com um pincel de pelo de
camelo, entretanto, este esmalte permanecia mais que um dia nas unhas.
1910 - Foi
fundada a primeira empresa de produtos de manicure em NY, a Flowerey Manicure
Products. A empresa produzia o famoso Emery Board, um tipo de lixa metálica que
se tornou um produto básico para o tratamento de manicure.
1914 – Uma
mulher, Ana Kindred registra em Dakota do Norte, EUA, a patente para proteção
das unhas. Uma cobertura protegia as unhas dos operários dos desgastes dos
agentes químicos.
1917 – A
Vogue publica o anúncio “Não corte a Cutícula. Use a técnica Simplex, de Home
Manicuring”. O conjunto incluía um removedor de cutículas, um polidor de unhas,
esmalte de unha, uma caneta branqueadora de unha, uma lixa (já de papelão) e um
folheto com instruções para fazer as unhas em casa.
Com esse
anúncio, mais e mais mulheres passam a querer unhas brilhantes e usar
abrasivos, pastas e pós polidores.
1920 – As
estrelas de cinema são maquiadas de acordo com o “esquema de características
infantis”: olhos destacados, bocas grandes, narizes pequenos, cabelos curtos e
magreza de rapazes Entretanto, a indústria automotiva criou a base dele,
desenvolvendo esmaltes para carros.
1925 –
Finalmente foi lançado o primeiro esmalte de unha: transparente e em tom
rosado. Ele é aplicado no meio das unhas – a meia lua e a ponta das unhas
ficavam nuas. Para a responsável pela manicure na Metro Golden Mayer (MGM),
então o estúdio de cinema mais popular dos Estados Unidos, Beatrice Kaye, os
anos 20 e 30 eram os anos da manicure estilo meia lua. A cutícula era removida
e a unha preenchida apenas ao centro. Mais tarde o esmalte seria aplicado à
unha, mas não na meia lua junto à raiz (a lua). Nessa época proibia mulheres de
reputação usar esmaltes muito chamativo, de cores fortes.
1927 – A
fábrica americana “Max Factor” lança o Max Factor’s Esmalte para Unhas: um pote
metálico com um pó de coloração bege que deveria ser espalhado sobre as unhas
com uma espécie de pincel. As unhas começaram a ganhar brilho e algumas cores.
1929 – O
esmalte com perfume é lançado, mas sua aceitação e popularidade têm vida curta.
1930 –
Divas do cinema promovem o uso de esmaltes. Sua utilização passa a ser
sofisticada e elegante, despertando a pintura das unhas com diversos tons de
vermelho.
1932 –
Charles e Joseph Revlon, dois irmãos americanos, unem-se a um químico e criam o
esmalte brilhante e colorido com pigmentos, para ser aplicado na unha toda.
Nasce à marca Revlon. Eles promovem pela primeira vez a tendência de maquiar os
lábios e unhas da mesma cor.
1934 – Anna
Hamburg, da Califórnia, patenteia uma unha colorida artificial que pode ser
facilmente aplicada e removida sem danificar a unha natural. Maxwell Lappe, um
dentista de Chicago, cria a “Nu Nails”, uma unha postiça para unhas roídas. O
“Esmalte liquido para unhas” da Max Factor é introduzido no mercado,
apresentando uma textura similar aos esmaltes atuais. A empresa começa a usar
um número ilimitado de pigmentos e a moda passa ser esmaltes que combinavam uma
boa cobertura da unha com brilho uniforme.
1970 –
Começa a década dos esmaltes sintéticos. As unhas tornam-se extremamente longas
através de várias técnicas e estão na última moda. No Brasil, Paulo e Edison
Scroback (pai e filho) fundam a Impala, em São Paulo, empresa brasileira de
esmaltes que se especializou no tratamento de beleza das unhas.
1980 – Os
esmaltes acrílicos são sucedidos pelos esmaltes de “fyber glass”. A decoração
das unhas não é mais limitada aos esmaltes – pedras preciosas e vários
acessórios entram em uso. Surge a profissão.
Fonte
internet.
