segunda-feira, 7 de julho de 2014

Evolução do Esmalte

Olá pessoal,

Tem uma frase que para mim é celebre: “Nunca é tarde para começar”. Então seguindo por esse caminho resolvi aliar aquilo que gosto com a vontade de aprender e me aperfeiçoar.
O artigo desse mês vem falando da paixão da maioria das mulheres: ‘O ESMALTE’.
Tudo começou em há muito tempo atrás, pois, as mulheres daquela época, assim como nós já embelezavam as unhas (ou pelo menos tentavam!).

De 3.500 a 3.100 a.C no Egito, as egípcias tingiam as unhas. Naquela época os esmaltes eram feitos de goma arábica, clara de ovo, gelatina e cera de abelhas. De secagem lenta, película que se formava sobre a unha absorvia a poeira e saia com facilidade.

A cor, a principio, era preta e a base de henna. Com o tempo, foi ficando mais clara e com tons de marrom claro. Com isso, as cores do esmalte passaram a indicar a classe social do indivíduo: os tons claros eram usados por mulheres de classes mais baixas e tons intensos, pela nobreza.
Um exemplo desta diferenciação ocorreu durante o reinado de Cleópatra. A rainha, que não era tão bela assim, criou uma lei determinando que ela seria a única autorizada a usar unhas pintadas de vermelho e,segundo a história, uma severa punição poderia ser aplicada para quem desobedecesse sua ordem, a infratora podia até ser executada.

Outra rainha egípcia, Nefertite, poderosa conhecida por sua beleza, também era fã de vermelho e pintava as unhas das mãos e pés com a cor da pedra mais desejada: o Rubi.
Com essas influências a civilização do Império Romano passou a valorizar ainda mais o cuidado com as mãos, e o polimento das unhas começou a ser difundido (em geral ele era feito com materiais abrasivos).

Já na China antiga (3.000 a.C) as unhas cumpridas eram cultuadas como sinônimo de nobreza e os guerreiros, em demonstração de poder e coragem, pintavam as unhas de preto antes de partirem para a batalha.

Já em 1800 d.C, as unhas femininas apresentavam-se curtas, moldadas a lima, levemente arredondadas e discretas. Ocasionalmente eram perfumadas com óleo vermelho e polidas com couro macio.

1830 - Na Europa, o médico “dos pés” Dr. Sitts, desenvolve o primeiro instrumento de manicure, muito utilizado até hoje o PAU DE LARANJEIRA. Com este instrumento, a cutícula podia ser empurrada gentilmente para trás, sem feri-la. Antes deste instrumento, a cutícula era removida com todo tipo de metal, ácidos e tesouras.

1892 - A sobrinha do Dr. Sitts, apresenta um novo método de cuidados para unhas e inicia palestras sobre como tratar a cutícula e as unhas. E aí, surgem os primeiros salões de manicure.

Em 1900 era comum usar tesouras e limas metálicas para dar forma às unhas. Para polir eram usados cremes colorantes e pós. Já havia modelo precursor de esmalte de unha como o conhecemos hoje. Este esmalte era aplicado com um pincel de pelo de camelo, entretanto, este esmalte permanecia mais que um dia nas unhas.

1910 - Foi fundada a primeira empresa de produtos de manicure em NY, a Flowerey Manicure Products. A empresa produzia o famoso Emery Board, um tipo de lixa metálica que se tornou um produto básico para o tratamento de manicure.

1914 – Uma mulher, Ana Kindred registra em Dakota do Norte, EUA, a patente para proteção das unhas. Uma cobertura protegia as unhas dos operários dos desgastes dos agentes químicos.

1917 – A Vogue publica o anúncio “Não corte a Cutícula. Use a técnica Simplex, de Home Manicuring”. O conjunto incluía um removedor de cutículas, um polidor de unhas, esmalte de unha, uma caneta branqueadora de unha, uma lixa (já de papelão) e um folheto com instruções para fazer as unhas em casa.
Com esse anúncio, mais e mais mulheres passam a querer unhas brilhantes e usar abrasivos, pastas e pós polidores.


1920 – As estrelas de cinema são maquiadas de acordo com o “esquema de características infantis”: olhos destacados, bocas grandes, narizes pequenos, cabelos curtos e magreza de rapazes Entretanto, a indústria automotiva criou a base dele, desenvolvendo esmaltes para carros.

1925 – Finalmente foi lançado o primeiro esmalte de unha: transparente e em tom rosado. Ele é aplicado no meio das unhas – a meia lua e a ponta das unhas ficavam nuas. Para a responsável pela manicure na Metro Golden Mayer (MGM), então o estúdio de cinema mais popular dos Estados Unidos, Beatrice Kaye, os anos 20 e 30 eram os anos da manicure estilo meia lua. A cutícula era removida e a unha preenchida apenas ao centro. Mais tarde o esmalte seria aplicado à unha, mas não na meia lua junto à raiz (a lua). Nessa época proibia mulheres de reputação usar esmaltes muito chamativo, de cores fortes.

1927 – A fábrica americana “Max Factor” lança o Max Factor’s Esmalte para Unhas: um pote metálico com um pó de coloração bege que deveria ser espalhado sobre as unhas com uma espécie de pincel. As unhas começaram a ganhar brilho e algumas cores.

1929 – O esmalte com perfume é lançado, mas sua aceitação e popularidade têm vida curta.

1930 – Divas do cinema promovem o uso de esmaltes. Sua utilização passa a ser sofisticada e elegante, despertando a pintura das unhas com diversos tons de vermelho.

1932 – Charles e Joseph Revlon, dois irmãos americanos, unem-se a um químico e criam o esmalte brilhante e colorido com pigmentos, para ser aplicado na unha toda. Nasce à marca Revlon. Eles promovem pela primeira vez a tendência de maquiar os lábios e unhas da mesma cor.

1934 – Anna Hamburg, da Califórnia, patenteia uma unha colorida artificial que pode ser facilmente aplicada e removida sem danificar a unha natural. Maxwell Lappe, um dentista de Chicago, cria a “Nu Nails”, uma unha postiça para unhas roídas. O “Esmalte liquido para unhas” da Max Factor é introduzido no mercado, apresentando uma textura similar aos esmaltes atuais. A empresa começa a usar um número ilimitado de pigmentos e a moda passa ser esmaltes que combinavam uma boa cobertura da unha com brilho uniforme.

1970 – Começa a década dos esmaltes sintéticos. As unhas tornam-se extremamente longas através de várias técnicas e estão na última moda. No Brasil, Paulo e Edison Scroback (pai e filho) fundam a Impala, em São Paulo, empresa brasileira de esmaltes que se especializou no tratamento de beleza das unhas.

1980 – Os esmaltes acrílicos são sucedidos pelos esmaltes de “fyber glass”. A decoração das unhas não é mais limitada aos esmaltes – pedras preciosas e vários acessórios entram em uso. Surge a profissão.

Fonte internet.